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História do SBT

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Este artigo fala sobre a história do SBT, uma emissora de televisão brasileira.

Anos 80 Editar

1981 - 1985 Editar

SBT logo 1986.png

Logotipo do SBT usado entre 1987 e os anos 90.

Com a proposta de uma programação popular de qualidade, nasceram no SBT sucessos como os programas comandados por Flávio Cavalcanti, Lolita Rodrigues e Airton Rodrigues, Jota Silvestre, Raul Gil, Jacinto Figueira Jr. (o Homem do Sapato Branco), a série "Joana", com Regina Duarte, a minissérie internacional "Pássaros Feridos", estrelada pelo ator Richard Chamberlain, e uma seleção de filmes de sucesso. Na verdade, a 1ª reportagem, ao vivo, em cores, realizada pelo Departamento de Jornalismo foi a cobertura da solenidade de assinatura da concessão dos quatro canais ao SBT, em Brasília, na manhã de 19 de agosto de 1981.

No auditório do Ministério das Comunicações estava uma equipe de repórteres composta por Humberto Mesquita, Magdalena Bonfiglioli, Almir Guimarães e Zildete Montiel, sob o comando de Arlindo Silva como diretor do departamento.Foi uma tremenda prova de fogo. Não foi fácil entrar no ar, com uma estrutura ainda precária. Basta dizer que não havia linha de retorno, ou seja, a geração e imagens e do som foi feita mais ou menos no escuro. As informações sobre se as imagens estavam ou não chegando bem a São Paulo, se estavam sem problemas – essas informações que vinham de São Paulo eram recebidas por um telefone na portaria do Ministério das Comunicações. E assim mesmo o porteiro reclamava porque o telefone ficava muito tempo ocupado. Mas a garra do pessoal do jornalismo e da técnica era tanta que a geração se processou a contento.

Três meses após a inauguração do SBT, entrou no ar o primeiro telejornal da rede. Chamava-se Noticentro e era transmitido só para São Paulo. Estreou em 18 de novembro de 1981, às 7h 30 da manhã. Foi o primeiro jornal matutino da televisão brasileira. A equipe e jornalistas eram formados ba
Arquivo:Anuncio inauguraçãotvssp.jpg
sicamente pelo pessoal que veio da Tupi. O modelo desse jornal era americano. Um âncora conduzia o programa de forma descontraída, distribuindo falas aos outros três apresentadores, todos da Tupi.

O ano de 1983 foi dedicado à velocidade, em todos os sentidos. Enquanto o piloto Nelson Piquet levantava a taça de bicampeão mundial de Fórmula 1 nas pistas, na corrida pela audiência o SBT mostrou uma grande vontade de vencer. Nesses dois anos de existência, a audiência cresceu 25% e agregou 21 emissoras à sua rede.

Em 1985, enquanto o Brasil respirava ares da "Nova República", a rede de Silvio Santos aproveitou o tempo de novidades e anunciou aquele que seria um dos maiores marcos de audiência: o filme Pássaros Feridos, considerado por muitos como um momento de "virada" na conquista também da audiência dos formadores de opinião. Em seu programa, Silvio Santos simplesmente avisava aos telespectadores: "Logo depois da novela da Globo, vocês poderão assistir a um filme sensacional: Pássaros Feridos. Não precisa deixar de assistir à novela. Vejam a novela e depois vejam o filme." Estava declarada a guerra pela a audiência: quando a emissora concorrente passou a esticar seu principal telejornal e aumentar o formato da novela das oito, o SBT rebateu colocando no ar desenhos animados, enquanto aguardava o momento prometido de iniciar o filme, que havia sido dividido em cinco episódios. Resultado: 47% de audiência para o SBT, contra 22% da concorrente.

1986 - 1990Editar

Com espírito inovador, a emissora sempre buscou melhorias. A despeito das dificuldades econômicas da época, o SBT conseguiu crescer. Entre as grandes contratações estavam Hebe Camargo, que estreou o Programa Hebe em 4 de março. Outra grande atração foi a estreia de A Praça É Nossa em maio de 1987, que conquistou todas as faixas etárias e classes sociais com um humor diversificado. Em 1988, o número de afiliadas

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passou de 33 para 44 – e continuou a aumentar nos anos seguintes. Esse foi o resultado de mudanças estruturais bem planejadas realizadas na época, como a contratação de Jô Soares para fazer um talk show diário, o Jô Soares Onze e Meia, e de Boris Casoy para ancorar o respeitado TJ Brasil. Mais uma vez, o SBT obrigava a concorrência a se mexer. E rápido.

A "década perdida", como ficou conhecida, chegou ao fim como anos de grandes realizações para o Grupo Silvio Santos. O SBT passou a ocupar maior espaço, quando surpreendeu, realizando algumas contratações de peso, no mundo da mídia. Os humoristas Jô Soares e Carlos Alberto de Nóbrega, que acabou levando toda sua equipe de produção, desfalcando a Rede Globo.

Junto com eles, Bóris Casoy, gabaritado jornalista, ingressou, passando a apresentar o TJ Brasil. O tele-jornal revolucionou o ensino na área. O apresentador deixava de ser um leitor de informações e passava a ser o âncora, com capacidade de comentar a informação e incentivar a participação do espectador. Depois disto, o apresentador e a emissora de Silvio Santos passou a ser ícone nas faculdades de jornalismo por todo o Brasil, como marco e ídolo.

O jornalista Hermano Henning integrou o time do jornalismo da emissora e, logo de início, fez uma cobertura marcante da Copa do Mundo, na Itália, para o canal. No final dos anos 1980, o SBT estabelecia-se como a TV preferida do público infantil, com grandes sucessos, como o palhaço Bozo, Vovó Mafalda, Sérgio Mallandro, Mara Maravilha, entre outros.

Anos 90 Editar

Entre 1991 e 2003, os executivos do SBT buscavam mais mudanças. Nos anos 90, a emissora estreou o polêmico Aqui Agora, programa na linha do "jornalismo-verdade", que serve de modelo para a concorrência até hoje. A rede incluiu ainda outro telejornal, além do TJ Brasil, o Jornal do SBT, apresentado por Lilian Witte Fibe.

Na mesma época, Serginho Groisman
Arquivo:AQUI AGORA -1993 - estréia novo cenario
é contratado e passa a comandar o Programa Livre. Em 1993, o telespectador ganhava mais um presente do SBT: a estreia do Domingo Legal. Comandada pelo apresentador Gugu Liberato, a atração mesclava entretenimento com jornalismo e ocupava desde então posições de liderança na audiência. Mais tarde, no final dos anos 90, o Programa do Ratinho e o Show do Milhão, apresentado por Silvio Santos, também tiveram grande repercussão.

Angélica assina com o SBT em 1993 e passa a comandar os sucessos Passa ou Repassa, TV Animal e Casa da Angélica. No mesmo ano, Eliana estreia o Eliana e Cia na mesma época em que Mara comandava o Show Maravilha. Outros grandes fenômenos infantis marcaram toda uma geração, como Chiquititas e Disney Cruj, em 1997. Entre outras atrações que marcaram o fim dessa década estavam Fantasia e Programa do Ratinho.

O acordo com a rede mexicana Televisa ajudou o SBT a difundir um novo estilo de teledramaturgia influenciando a produção de novelas nacionais. Entre elas estão a trilogia Marimar, Maria do Bairro e Maria Mercedes, além de Carrossel, Chispita, Café com Aroma de Mulher, A Usurpadora, entre outras.

Em mais de uma oportunidade, porém, a teledramaturgia nacional ganhou a atenção do SBT. Podemos citar Cortina de Vidro (1989), Brasileiros e Brasileiras (1990), o clássico Éramos Seis (1994), que trazia no elenco Irene Ravache, Othon Bastos, Bete Coelho, Caio Blat, Marcos Caruso e outros atores consagrados, além de Os Ricos Também Choram (2005) e outras produções.

Anos 2000 Editar

Em 2001, outro marco na programação foi a estreia da Casa dos Artistas, reality show apresentado por Silvio Santos que mostrava a vida de celebridades isoladas do mundo. O casal Bárbara Paz e Supla conquistou o público. A atriz venceu o programa e ganhou R$ 500 mil. O SBT arrebatou novamente a audiência e bateu, pela primeira vez na história da televisão, a revista eletrônica da concorrente. Pode-se dizer que o ano de 2004 foi das mulheres. Enquanto Adriane Galisteu mostrava sua versatilidade no programa Charme, a jornalista Mônica Waldvogel trazia personagens de universos distintos para um bate-papo informal no Dois a Um.

Em 2005, o jornalismo foi um dos alvos do canal. O projeto de reformulação no departamento resultou primeiramente na contratação da jornalista Ana Paula Padrão, âncora do SBT Brasil. Além de montar uma redação com profissionais gabaritados, o SBT criou sucursais, padronizou a linguagem dos telejornais das afiliadas e formou uma equipe com correspondentes internacionais. No ano seguinte, o canal reforçou o departamento com a contratação do jornalista Carlos Nascimento, responsável pelo Jornal do SBT – Edição Noite.

No primeiro semestre de 2006, quatro grandes projetos chamaram a atenção na grade de programação. Um deles foi a reestruturação no departamento de teledramaturgia, com o lançamento da novela Cristal. Outro foi o Rei Majestade, programa comandado por Silvio Santos que traz de volta ao palco artistas do passado. Os demais projetos foram as estréias dos programas Ídolos e Supernnany, campeões de audiência.

Em junho de 2008, enquanto a pequena Maisa com o Sábado Animado e a reprise de Pantanal conquistam o Brasil, Silvio Santos volta a apresentar o Programa Silvio Santos. No mesmo ano, a emissora reabre seu departamento de teledramaturgia com Revelação, novela de Iris Abravanel.

O SBT chega aos seus 28 anos como a TV Mais Feliz do Brasil. Entre as novidades para o telespectador estão as contratações de grandes nomes como Roberto Justus, Eliana, Roberto Cabrini, Rodolpho Gamberini e o novelista Tiago Santiago.

Entre as novidades que a emissora apresentou estão grandes sucessos como Esquadrão da Moda, Dez Anos Mais Jovem, Qual é o Seu Talento?, Você Se Lembra?, a volta do Show do Milhão e do Programa do Ratinho, o novo Domingo Legal com Celso Portiolli, Show da Gente com Netinho de Paula e Christina Rocha à frente do Casos de Família.

No departamento de teledramaturgia, Vende-se Um Véu de Noiva, novela de Janete Clair escrita por Iris Abravanel, estreia como novo marco no SBT sob a direção de Del Rangel.

Em 2010, aos 29 anos, o SBT trás de volta o artista Raul Gil, após 25 anos longe da emissora, comemorando mais de 50 anos de carreira. Richard Rasmussen corre atrás de curiosidades do mundo animal com seu "Aventura Selvagem" e Roberto Justus apresenta o programa "Topa ou Não Topa", apresentado por Silvio Santos em 2006.

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